“Quando jejuarem, não mostrem uma aparência triste como os hipócritas, pois eles mudam a aparência do rosto a fim de que os homens vejam que eles estão jejuando. Eu lhes digo verdadeiramente que eles já receberam sua plena recompensa. Ao jejuar, arrumem o cabelo e lave o rosto, para que não pareça aos outros que você está jejuando, mas apenas a seu Pai, que vê no secreto. E seu Pai, que vê no secreto, o recompensará" (Mt 6.16-18)

 

Jesus, nesse trecho do Sermão do Monte, trata das orações, esmolas e jejum – naquela ocasião, reconhecidas como obras de justiça. Dentre as três, destaco o jejum – caracterizado pela abstinência do alimento (água e pão), seja de modo parcial (só da água ou só do pão) ou integral (da água e do pão).

 

A maioria das pessoas confundem jejuar com parar de comer. Parar de comer não é, necessariamente, jejum; pode ser uma dieta. Jejum é uma abstinência com finalidade espiritual; é abrir mão daquilo que é essencial à sobrevivência; é uma forma de dizer que, em algum momento da vida, nos deparamos com uma realidade mais importante do que a nossa própria existência. Jejum é, portanto, esse passo em direção àquilo que é mais importante do que permanecer vivo.

 

O que é interessante nessa fala de Jesus é que Ele faz a mesma recomendação a respeito das outras obras de justiça – tanto para aqueles que oferecem esmolas, quanto aqueles que oram. Jesus recomenda que essas obras sejam feitas no anonimato – que as pessoas não saibam o que estamos fazendo – porque quando recebemos o aplauso e admiração dos homens, já recebemos a nossa recompensa. O desafio do Senhor Jesus é que deixemos a recompensa nas mãos de Deus. 

 

Jesus deixa claro que os benefícios que colhemos no universo espiritual não dependem das nossas virtudes e ações de justiça; mas, sim, da obra e da atuação graciosa de Deus. Não conquistamos nada no mundo espiritual – nem com a nossa bondade nem com a nossa oração nem com o nosso jejum. Recebemos dádivas. Por isso, a palavra que Jesus sublinha é recompensa, pois esse universo espiritual de relação com Deus nos coloca diante de realidades mais importantes do que a própria vida.

 

Meu convite para as próximas sete semanas é que tenhamos coragem de assumir, durante nossa dinâmica diária, coisas mais importantes do que simplesmente permanecer vivo.

 

Que Deus nos abençoe e surpreenda!

 

 

 

 

 

 

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